Movimento Treinamento Consciente

O Movimento Treinamento Consciente é uma resposta de alguns dos maiores especialistas do conhecimento corporal a uma cultura de treinamento baseada na dor e no sofrimento.

Este movimento agrega fisioterapeutas, doutores em educação física, fisiologistas, ortopedistas, cardiologistas e nutricionistas entre outros. A missão deste movimento é criar uma comunicação entre estes profissionais, expandir o conhecimento e fomentar na população a consciência no cuidado com o corpo.

Consciência é Liberdade.
Juntos somos mais fortes!

 

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OS 5 PILARES
DO TREINAMENTO CONSCIENTE

1 – TREINAMENTO HUMANIZADO:

Sem sofrimento

2 – TREINAMENTO INTEGRAL:

Une corpo, mente, emoção e espírito e integra todas as áreas do conhecimento corporal.

3 – TREINAMENTO INCLUSIVO:

Se adapta a todos os tipos físicos

4 – TREINAMENTO SUSTENTÁVEL:

É equilibrado, lúdico e prazeroso

5 – MEDITAÇÃO EM MOVIMENTO:

O treinamento como meditação ativa, como forma de expansão da consciência e de reconexão.

Veja o que alguns dos maiores especialistas dizem sobre o modelo atual de treinamento:

 
“É uma filosofia que causa lesões e que enchem os consultórios hoje em dia. A consequência mais comum ao adotar esta estratégia do “no pain, no gain” é uma lesão ou a desistência da atividade física.”

Dr. Diego Leite de Barros, fisiologista do Hospital do Coração

“Para ser eficaz a atividade física tem de ser incorporada a uma rotina. Mas a preocupação em obter resultados rápidos tem sido tão maior do que a busca pela saúde, que as pessoas sofrem lesões e não conseguem criar o habito físico.” 

Turibio Leite de Barros , um dos mais respeitados fisiologistas brasileiros

“O mercado tomou a bandeira da atividade física para a saúde, com fins absolutamente econômicos. No intuito de, pretensamente, ajudar a população a combater males como o sedentarismo e a obesidade, esta indústria tem feito opções duvidosas e adotado métodos cada vez mais radicais.”

Nuno Cobra, um dos maiores nomes do treinamento físico e mental

“Provas extenuantes provocam uma depressão do sistema imunológico. Os maratonistas ficam vulneráveis a várias infecções após a prova. Uma delas, a mais grave, inflama o músculo cardíaco e pode provocar fibroses.”

Dr. Nabil Ghorayeb, um dos maiores especialistas em cardiologia ligada ao esporte

“Mais da metade dos atendimentos em consultório são lesões relacionadas a sobrecarga no treinamento”

(Dr Moises Cohen, Ortopedista, Presidente da sociedade mundial de traumadesportivo.)

UMA CULTURA QUE MATA

Que cultura é responsável por destruir vidas, de levar pessoas a morte porque pararam de comer? Que cultura é essa, que inventa dietas da moda, enriquece seus criadores e, a longo prazo, engorda ainda mais quem as segue?

Que cultura inferniza e enlouquece milhões de pessoas que sofrem de transtornos alimentares? Que cultura é essa, enfim, que leva as pessoas a odiarem o seu próprio corpo?

Qual mentalidade reprime o seu apetite e, ainda por cima, cria oportunidade para a indústria farmacêutica faturar bilhões de dólares vendendo inibidores de apetite?

Que distorção leva a máquina norte americana do consumo a inventar métodos de treinamento expulsivos que torturam e lesionam os alunos na academia de ginástica e leva a maioria das pessoas a odiarem a atividade física?

Que moda insana e extrema leva os alunos a desmaiar ou vomitar em uma sessão de treinamento?

Que tipo de inadequação leva as pessoas a deixarem de curtir a vida, normalmente, ou mesmo, de amar, por terem vergonha do seu próprio corpo?

Bom, a lista completa de todas essas perguntas e respostas preenchem centenas de páginas de um estudo que durou 12 anos e resultou em um livro – O músculo da alma e consequentemente, em um manifesto – Manifesto em defesa do corpo. Essa cultura misteriosa, da qual falo acima, é a cultura do
corpo perfeito, do corpo em forma. Ou seria em uma fôrma? É um modelo autoritário aceito como padrão de beleza ideal.

Este texto deu origem a um artigo publicado na revista Veja, em 5/09/18, veja a matéria completa: Manifeste o seu desejo de mudança.

TREINAMENTO COSMÉTICO

1 – A qualidade do movimento é pobre, ele é feito de forma repetitiva, sem prazer.

2 – A relação é utilitária, o exercício é monótono, exaustivo, associado a uma forma de obrigação.

3 – Modelos de treinamentos midiáticos e massificados com o foco na estética.

4 – Fórmulas milagrosas e instantâneas de treinamento.

5 – Sem dor e sofrimento não tem resultado.

6 – O corpo é um objeto modelável, um “bem de consumo” que deve ser condicionado e se submeter as modas do treinamento.

7 – O foco é o emagrecimento e o desenvolvimento muscular, os resultados estéticos são colocados em primeiro plano.

8 – Não desenvolve a consciência corporal e o autoconhecimento.

9 – Os fins justificam os meios, vale tudo na busca do corpo perfeito.

10 – É um modelo expulsivo e elitista, não é sustentável para mais de 90% da população

11 – Aumenta os riscos de lesões e a desistência do treinamento.

12 – Um dos efeitos colaterais, é o estímulo ao sedentarismo e a obesidade, por mais paradoxal que possa parecer.

13 – Não existe liberdade para a auto escuta e o respeito aos próprios limites, estimula a dependência e o consumo.

14 – Aponta para o passado. Segue um modelo militar hegemônico há mais de 5 mil anos.

15 – os modelos de beleza propagados são um estímulo a insatisfação com o próprio corpo. Para a maioria dos alunos, a relação com a atividade física é descrita em um espectro que varia entre o ódio e a obrigação.

16 – Como a atividade é feita de forma mecânica, não estimula o sistema nervoso, entorpecendo os sentidos. Não desenvolve a neuroplasticidade, o desenvolvimento cognitivo e a inteligência corporal
17 – Não é inclusivo. Dificulta a adesão e não é convidativo para uma grande parcela da população.

18 – Estimula a competição, o individualismo e a corpolatria. Baseado em métricas rígidas de dieta, treinamento e suplementação.

19- Baseado na musculação com pesos, prioriza movimentos artificiais que levam a rigidez e a perda da funcionalidade corporal. Pouco estímulo sobre as fibras musculares mais profundas e estabilizadoras. Não explora todos os planos do movimento corporal.

20 – Prioriza ambientes fechados, com luz e ar artificial, como também, um nível de ruído acima do recomendável. Através de equipamentos caros e sofisticados, retira a atividade física do cotidiano e complica aquilo que é simples

TREINAMENTO CONSCIENTE

1 – A qualidade do movimento é rica e variada.

2 – A relação é de conexão e presença, o exercício é prazeroso, lúdico e equilibrado.

3 – Modelos de treinamentos funcionais e naturais, sob medida, com o foco na saúde.

4 – Abordagens profundas e integrativas de treinamento.

5 – Sem dor e sofrimento você terá ótimos resultados (mais profundos e abrangentes) e será capaz de estabelecer um novo hábito.

6 – O corpo é sagrado e deve ser tratado com carinho e respeito.

7 – O foco é a saúde e a harmonia corporal, o treinamento leva em conta todas as necessidades corporais, a estética é uma consequência, não uma obsessão.

8 – Desenvolve a consciência corporal e o autoconhecimento.

9 – Curtir o processo está a frente da finalidade, o treinamento deve ser equilibrado, prazeroso e valer a pena por si mesmo.

10 – Segue os princípios do treinamento sustentável.

11 – Baixo risco de lesões e favorece a adesão ao treinamento.

12 – Estratégias mais convidativas e equilibradas de combate ao sedentarismo e a obesidade.

13 – Estimula a liberdade para criar e escutar os próprios limites, desenvolve a autonomia.

14 – Aponta para o futuro e renova a cultura do treinamento físico.

15 – Leva a maioria dos alunos a aceitarem o próprio corpo e a desenvolverem uma relação de prazer com a atividade corporal.

16 – Como é uma atividade que exige atenção plena e presença, estimula o sistema nervoso e os sentidos. Desenvolve a neuroplasticidade, o desenvolvimento cognitivo e a inteligência corporal.
17- É um modelo inclusivo e convidativo para a grande maioria da população

18 – Quebra o paradigma da competição e da comparação como um estimulo essencial a atividade física. Liberta de condicionamentos e da dependência de modelos de beleza externos. Baseado em métricas maleáveis e individualizadas de dieta e de treinamento.

19 – Traz um repertório enorme de possibilidades de movimentos que devem ser estimulados, como os de articulação, equilíbrio, flexibilidade, estabilização, flexão, extensão, rotação e potência, explorando assim todos os planos possíveis do movimento corporal (sagital, transversal e frontal), bem como as diferentes formas de contração (concêntrica, excêntrica e isométrica).

20 – Prioriza o contato com a natureza, a exposição ao sol e colabora com a reposição da vitamina D. Concebe a atividade física como algo integrado ao cotidiano do aluno e simplifica o processo de treinamento.

O QUE É O ATIVISMO CORPORAL?

Ações, encontros e outras forma de trazer consciência a população, renovando a forma como a saúde corporal é entendida e tratada em nossa cultura.

Através de ações criativas e experiências transformadoras, a ideia é agregar recursos das artes visuais para dar corpo aos manifestos do Movimento treinamento consciente.

Isso ocorrerá através de intervenções no espaço público, ou simpósios palestras e outras atividades abertas a população, gratuitamente.

Nesta primeira intervenção, no vídeo a seguir, procuramos despertar a empatia dos participantes em relação ao sofrimento vivido por quem está acima do peso, quando exposto a modelos do treinamento ligados ao fitness. Ao se colocar no lugar daqueles que estão acima do peso, as pessoas irão entender, na “própria pele”, qual é a dificuldade de mobilidade daqueles que estão nessa condição.

Atualmente, a recomendação feitas por profissionais ligados a modas do treinamento físico, seria que os alunos obesos e com sobrepeso, corram e façam atividades de alta intensidade, extremamente radicais.

O TREINAMENTO INCLUSIVO E A OBESIDADE

Devido às modas do treinamento, treinar se equivale a uma forma sofisticada de tortura, ainda mais, para aqueles que estão acima do peso.

Quando vão para o clube, para a academia ou quando participam de grupos de corrida, enfim, nos lugares mais acessíveis, aqueles que estão acima do peso tem dificuldade em encontrar uma atividade física que seja realmente pensada para eles. São eles que têm que se adaptar às formas de treinamento recomendadas.
Muitos acabam tentando seguir o que todos fazem, as recomendações das revistas ou as atividades da moda, à custa de um grande sofrimento e inadequação.
Não podemos mais ignorar as pessoas que estão acima do peso. No Brasil, este número equivale atualmente a 52.9% da população.

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